Ana realmente não sabia o que fazer com aquele número de celular. Ela desejava ligar. Ela o desejava novamente. Jamais esquecerá a noite anterior.
A chuva caia terrivelmente forte. Ana acabara de sair do trabalho; Aguardava embaixo do toldo da loja de conveniências o momento milagroso em que um táxi parasse ali, vazio. Porém, sem muito sucesso, decidiu correr até o ponto de ônibus mais próximo, que não ficava tão próximo assim. Em sua maratona teve o desprazer de ser encharcada por um poça. Um cidadão descuidado passou há mil por hora de carro em cima da poça sem qualquer preocupação. Não sendo o bastante, Ana capotou junto a uma bicicleta, no qual um rapaz pilotava totalmente sem freio.
Ela estava distraída, xingando a pessoa do carro no momento do acidente.
No chão, arrependida de ter saído de casa, Ana fechou os olhos com cara de desistência da vida.
Seu dia não fora fácil. Mais cedo recebera um telefonema de Seu Francisco, o porteiro do seu prédio, dizendo-lhe que o rapaz que morava com ela há três meses fora embora de mala e cuia.
Ana não se importou muito. Além de já ter discutido com sua chefe no dia, aquele carinha não era lá do melhores. Nenhum era. Ana tinha problemas com relacionamentos.
O rapaz jogou a bicicleta para o lado e estendeu a mão para uma Ana irritada, desolada e lameada. Seu estado era deplorável. Porém, com toda sua educação e lamento pelo acontecido, o rapaz, ajudou-a e ofereceu-lhe companhia. Ana aceitou. Não tinha muito a perder. Quem sabe a chuva não tenha lhe trago algo de bom?!
Conversaram muito até chegarem ao apartamento. Ana o convidou para entrar e se secar, tomar um café, um chá, talvez. Após o banho, Bryan, o rapaz saiu com a toalha na cintura perguntando se ela teria alguma roupa seca para lhe emprestar. Ana, irônica, respondeu:
_Tenho. Claro! A do corpo, quer? - E apontou para as suas próprias vestes.
Bryan aproveitou o momento, a deixa e a visão dos seios de Ana, cheios e redondos, despontando em sua camisa branca de alças finas, e respondeu atrevidamente:
_Acontece que eu quero agora!
O pecado é algo desejável, o sentimento já estava nu, Bryan e Ana também, na cama, gemendo com o vento e com a chuva.
Logo cedo Bryan não estava mais na cama, mas no criado-mudo um bilhete com seu número de celular. O número de Ana ele não tinha. Estava em suas mãos, nas mãos de Ana. Ligar ou não ligar?
quarta-feira, outubro 24, 2012
Cartas de uma noite chuvosa
Andei pensando e cheguei a conclusão de que a saudade é um dos maiores temperos das cartas. Claro! Se não fosse a saudade as palavras não seriam tão caprichadas e recheadas. Se não fosse a saudade talvez o amor fosse repetitivo demais.
Daí a gente passa o final de semana todo juntinhos, abraçados em uma barraca de camping amarela, de frente para o mar. Então chega segunda-feira desatando todos os nós do aconchego, chega espalhando, como o vento, cada um para o seu canto. Restam-me SMSs e ligações. Mas, posso ser sincera? Acho tudo muito vago, superficial, logo depois que prova-se o gosto do abraço e o calor dos beijos...
De qualquer modo, a saudade veio, maltratando, ferindo, alimentando ainda mais esse amor juvenil
Daí a gente passa o final de semana todo juntinhos, abraçados em uma barraca de camping amarela, de frente para o mar. Então chega segunda-feira desatando todos os nós do aconchego, chega espalhando, como o vento, cada um para o seu canto. Restam-me SMSs e ligações. Mas, posso ser sincera? Acho tudo muito vago, superficial, logo depois que prova-se o gosto do abraço e o calor dos beijos...
De qualquer modo, a saudade veio, maltratando, ferindo, alimentando ainda mais esse amor juvenil
quinta-feira, outubro 11, 2012
Uma varanda e duas xícaras
Era quinta-feira. Feriado na cidade. A noite estava harmoniosa. Uma brisa batia levemente, levantando-lhe os cabelos aos poucos, embaraçando os fios ruivos e encaracolados. Era um ar fresco, ar de primavera. Ele foi buscar sua xícara de mate recém-preparado na cozinha, enquanto ela já estava deitada na rede da varanda a balançar e a sentir o frescor da noite acarinhar-lhe os cabelos.
Voltando ele a beijou na testa, acariciou seu rosto, disse o quanto ela é bela e combina perfeitamente com noites assim. Ela, sempre sem-graça com seus elogios, sorriu delicadamente e olhou pro chão, disfarçando sua vergonha.
Os dois eram felizes. Eles se amavam. Tinham brigas que mais pareciam uma guerra nuclear, mas se amavam. E não havia quem dissesse o contrário. Ela o defendia para quem quiser que fosse. Ele gritava seu amor para os quatro cantos do universo.
Eram felizes sim, ela com sua xícara de café e ele com sua xícara de mate. A noite combinava com ela, linda. A noite combinava com o amor dos amantes da varanda…
Voltando ele a beijou na testa, acariciou seu rosto, disse o quanto ela é bela e combina perfeitamente com noites assim. Ela, sempre sem-graça com seus elogios, sorriu delicadamente e olhou pro chão, disfarçando sua vergonha.
Os dois eram felizes. Eles se amavam. Tinham brigas que mais pareciam uma guerra nuclear, mas se amavam. E não havia quem dissesse o contrário. Ela o defendia para quem quiser que fosse. Ele gritava seu amor para os quatro cantos do universo.
Eram felizes sim, ela com sua xícara de café e ele com sua xícara de mate. A noite combinava com ela, linda. A noite combinava com o amor dos amantes da varanda…
domingo, setembro 30, 2012
Carine, sempre fui e sempre serei seu!
Não sou bom com as palavras, amor...
Não sei muito bem oq escrever mas vou escrever alguma coisa
aqui pra vc.
Sempre foi chata mas sempre esteve do meu lado, vc sempre
foi marrenta mas tbm sempre foi tão grudada cmg, desde que te conheci sempre
fomos tão juntos rimos muito e fomos muito felizes. De uns tempos para cá ficou
um pouco mais difícil de ficarmos bem. As brigas constantes nos deixaram muito
mais frágeis, qualquer sopro já nos empurra um contra o outro, ultimamente nós
não somos mais um casal que não liga pra nada e acha graça de tudo, acho que
certas responsabilidades nos deixaram assim...
Mas eu n vou desistir de nós, pois eu te amo muito, mas n
sei mais o que ou como fazer para vc ver que eu sou o garoto certo pra vc. N se
desapegue de mim posso te fazer muito feliz, eu te amo muito e para sempre vou
te amar. Nossos dias ruins um dia vão melhorar só nos resta descobrir como
fazer para pararmos de brigar. Sei que vc me ama e vejo a cada momento a suas
tentativas de tentar mudar para continuarmos juntos, dou muito valor a isso
apesar de às vezes não parecer, nós iremos vencer um tempo para pensar uma vida
de sonhos ao seu lado eu sei que irei ter Carine Te amo Pra valer!!!
Ass:Ricardo s2
sábado, setembro 29, 2012
E foi. E passou.
Saudade de tudo que já foi um dia, saudade de tudo o que passou. Saudade do antigamente, de como era e de quem passou. Saudade das brincadeiras, das horas disperdiçadas alegremente, que, pensando bem, não foram disperdiçadas, foram bem aproveitadas, isso sim! Saudade de pular na roda, saudade de jogar a bola, saudade de perder no jogo, saudade de voltar chorando. Saudade de quem já fomos, de quem deixamos de ser. Saudade da mentalidade de uma criança despreocupada. Saudade dos elogios. Saudade dos brinquedos. Saudade dos amigos. Saudade. Apenas saudade. Tá certo... não faz tanto tempo assim, a vida apenas começou pra mim. Mas e daí? Passou e não volta mais. Já sinto o peso de uma visão um pouco mais ampla da vida, e isso faz querer voltar no tempo, e ficar por lá, e brincar, brincar, e dormir, e brincar... Sei lá. Apenas saudade.
domingo, setembro 09, 2012
segunda-feira, julho 30, 2012
A arte está lá fora
Aqui dentro é bem legal, até um certo ponto divertido. Mas até onde vai os limites do real e virtual? Não digo do que possa ser exposto, dito, feito. Mas não parece absurdo demais passar mais tempo aqui do que realmente vivendo?
Os valores vem se perdendo no tempo e isso não é novidade. Tudo o que fora contruído ao longo dos anos aglomerou-se nesta caixa virtual, onde o longe torna-se perto, e, apesar desta facilidade da proximidade o que era útil tornou-se fútil. Sempre esteve presente. O fútil não é novo. Contudo, a facilidade do acesso, a inclusão digital, construiu uma fase em que é mais cômodo admirar o belo através desta tela do que saborear um agradável passeio em busca da verdadeira arte.
A arte está lá fora!
A internet nos leva a um mundo novo. Novos lugares, novas canções. Ampliamos nossos conhecimentos, se fizermos bom uso dela. Fazemos amizades para a vida toda, ou não. Conhecemos amores e desamores. Seguimos famosos e famosos-anônimos-populares. É tão extremamente fantástico que nos esquecemos que há vida lá fora. Nos esquecemos que não é a vida um complemento para o virtual, e sim o contrário.
Ouvi dizer que casais assistiam ao pôr-do-sol na praia, no campo, em qualquer lugar. Faziam piqueniques, jogavam vôlei ou praticavam qualquer outro esporte juntos. Sem qualquer necessidade de gastos extremos. Bêbes? Só os imãos mais novos ou primos. Jovens tinham outras prioridades - pelo menos a sua maioria. Falaram-me que meninos achavam fantástico quando viam revistas de mulheres de bíquine. Algo um pouco distante do que eles poderiam ter naquele momento. Meninas ficavam horrorizadas com a situação e ameaçavam contar para o primeiro adulto que vissem. Disseram-me que era assim. Será? Acho incrível a imagem da inocência para aqueles que não convém a malícia. Atualmente temos acesso a todo o tipo de informação. Nada mais é segredo. Tudo é tão acessível que tornou-se besteira proibir. Não há mais aquela educação na qual filhos não passavam das 21hs acordados. Cheguei a pegar uma criação em que a programação televisiva era limitada pelos pais. Hoje em dia isso seria um absurdo. Poupar as crianças da suposta realidade? Seria quase como confiná-los em um quarto escuro sem janelas. Quando na verdade querem poupar os pequenos da sujeira e da alienação. Não é necessário que o caráter seja formado a partir disso. Há uma idade em que o conhecimento do mundo por um todo começa a ser conveniente. Enquanto essa idade não chega é direito da criança uma inocência pura sobre tudo aquilo em que ela vive. Não é feio e nem constrangedor. É lindo e admirável!
Desperta, jovem! Use o que você tem nas mãos para fins úteis. Nada precisa ser tão sério, é claro. Tenha seu lazer tecnológico. Eu gosto, você gosta, todos nós gostamos. Mas criemos limites para nós mesmos. Estamos destruindo a educação dos nossos filhos. Estamos substituindo valores. Pensemos no que fazemos durante o tempo em que acessamos a tão sagrada internet. Não deixe de ser uma filha prestativa no lar. Não é escravidão, é colaborar. Não abra mão das horas com seu pai, ajudando em que precisar. Pais lutam para nos ter, devemos ser gratos a vida inteira.
A vida ainda nos reservou coisas maravilhosas. Nunca saberemos até que levantemos nossas poupanças quadradas da cadeira e comecemos a viver de verdade.
O céu, o mar, as estrelas, flores, natureza. Tudo tão lindo e poético na internet onde todos saberão o que você aprecia. Por que não desfrutar do real e concreto onde só você pode sentir e, futuramente, passar a experiência como algo próprio? Você viveu. Você levantou e viveu. A sensação será única. Melhor do que você pode imaginar vendo aquela imagem belíssima. Aliás! Dê sentido às imagens. Dê sentido a tudo que você lê. É bem melhor para viver.
A arte está na vida. A vida está lá fora. A arte está lá fora!
Os valores vem se perdendo no tempo e isso não é novidade. Tudo o que fora contruído ao longo dos anos aglomerou-se nesta caixa virtual, onde o longe torna-se perto, e, apesar desta facilidade da proximidade o que era útil tornou-se fútil. Sempre esteve presente. O fútil não é novo. Contudo, a facilidade do acesso, a inclusão digital, construiu uma fase em que é mais cômodo admirar o belo através desta tela do que saborear um agradável passeio em busca da verdadeira arte.
A arte está lá fora!
A internet nos leva a um mundo novo. Novos lugares, novas canções. Ampliamos nossos conhecimentos, se fizermos bom uso dela. Fazemos amizades para a vida toda, ou não. Conhecemos amores e desamores. Seguimos famosos e famosos-anônimos-populares. É tão extremamente fantástico que nos esquecemos que há vida lá fora. Nos esquecemos que não é a vida um complemento para o virtual, e sim o contrário.
Ouvi dizer que casais assistiam ao pôr-do-sol na praia, no campo, em qualquer lugar. Faziam piqueniques, jogavam vôlei ou praticavam qualquer outro esporte juntos. Sem qualquer necessidade de gastos extremos. Bêbes? Só os imãos mais novos ou primos. Jovens tinham outras prioridades - pelo menos a sua maioria. Falaram-me que meninos achavam fantástico quando viam revistas de mulheres de bíquine. Algo um pouco distante do que eles poderiam ter naquele momento. Meninas ficavam horrorizadas com a situação e ameaçavam contar para o primeiro adulto que vissem. Disseram-me que era assim. Será? Acho incrível a imagem da inocência para aqueles que não convém a malícia. Atualmente temos acesso a todo o tipo de informação. Nada mais é segredo. Tudo é tão acessível que tornou-se besteira proibir. Não há mais aquela educação na qual filhos não passavam das 21hs acordados. Cheguei a pegar uma criação em que a programação televisiva era limitada pelos pais. Hoje em dia isso seria um absurdo. Poupar as crianças da suposta realidade? Seria quase como confiná-los em um quarto escuro sem janelas. Quando na verdade querem poupar os pequenos da sujeira e da alienação. Não é necessário que o caráter seja formado a partir disso. Há uma idade em que o conhecimento do mundo por um todo começa a ser conveniente. Enquanto essa idade não chega é direito da criança uma inocência pura sobre tudo aquilo em que ela vive. Não é feio e nem constrangedor. É lindo e admirável!
Desperta, jovem! Use o que você tem nas mãos para fins úteis. Nada precisa ser tão sério, é claro. Tenha seu lazer tecnológico. Eu gosto, você gosta, todos nós gostamos. Mas criemos limites para nós mesmos. Estamos destruindo a educação dos nossos filhos. Estamos substituindo valores. Pensemos no que fazemos durante o tempo em que acessamos a tão sagrada internet. Não deixe de ser uma filha prestativa no lar. Não é escravidão, é colaborar. Não abra mão das horas com seu pai, ajudando em que precisar. Pais lutam para nos ter, devemos ser gratos a vida inteira.
A vida ainda nos reservou coisas maravilhosas. Nunca saberemos até que levantemos nossas poupanças quadradas da cadeira e comecemos a viver de verdade.
O céu, o mar, as estrelas, flores, natureza. Tudo tão lindo e poético na internet onde todos saberão o que você aprecia. Por que não desfrutar do real e concreto onde só você pode sentir e, futuramente, passar a experiência como algo próprio? Você viveu. Você levantou e viveu. A sensação será única. Melhor do que você pode imaginar vendo aquela imagem belíssima. Aliás! Dê sentido às imagens. Dê sentido a tudo que você lê. É bem melhor para viver.
A arte está na vida. A vida está lá fora. A arte está lá fora!
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