O cartão que comprei pra ti mas “vou entregar numa data importante”, continua na minha gaveta.
O lugar que você queria ir mas “um dia vamos lá”, não terá mais nossa presença.
O filme que você queria que eu assistisse contigo mas “hoje não, outro dia”, não vai ter seus comentários no final.
As viagens que planejamos mas “vamos esperar as condições melhorarem”, não saíram do papel.
Os bares que não fomos, os amigos que não visitamos, os lugares que não conhecemos, as fotos que não tiramos, as músicas que não ouvimos, os desejos que não realizamos,…
Apesar de todo amor, intenso e bem vivido, o que deixamos de fazer insiste em visitar meus pensamentos no menor dos descuidos… Os planos, desejos e projetos ficaram pendurados no cabide da saudade. As pendências pouco (ou nada) interferem no que vivemos, mas o vazio de Você me traz à tona todos os outros pequeníssimos vazios que fomos deixando ao longo do tempo.
“Depois”, “amanhã”, “um dia”. Até que não haja mais tempo…
sexta-feira, junho 17, 2016
Suas memórias
Aqui parece um santuário. Pra onde eu olho, vejo suas fotos. Espalharam seu rosto pela casa toda. Ricardo neném, Ricardo no jiu-jitsu, Ricardo na natação, Ricardo com o cabelo grande, Ricardo em Arraial do Cabo,…
De manhã esbarrei com você ao ir beber água, cê tava sentado na escada com aquela camisa preta que hoje já tá bem gasta. Tão novo, sorriso inocente.
Mais tarde, sentei do seu lado na sala enquanto você exibia suas bóias de braço. Ainda nem sabia nadar, mas pra mim foi um peixe querendo me mostrar o oceano. Quando pegava o manche, não tinha ressaca, marola, vaga ou sudoeste. O meu medo do mar se desfazia quando você me puxava pros teus braços.
Numa hora qualquer, assistindo TV lá estava você barrigudinho, dando seus primeiros passos. Que ironia… Você que caminhava tão bem pelos problemas, decisões, e caminhos da vida…
Em nenhum desses momentos eu tava presente. Gostaria, mas não tava.
Fragmentos do pequeno Rick. Te conheço cada dia mais, sobre o que você foi antes de mim. Monto dentro de mim um retrato perfeito de todos os Ricardo que conheço e tô conhecendo. Você continua maravilhoso. Continua o mais sensacional dos seres humanos criados nessa terra-perdida-de-meu-deus. Genial e inteligente como só você poderia ser. Fico triste… desanimo… e aí me vem a mente seu rosto sereno e determinado “Mente sobre o corpo, Carine. Sua mente é quem comanda. Você venceu seus medos comigo. Você mostrou que é capaz. Continue lutando”. Você também, meu amor. E é em você que me inspiro.
Obrigada por tudo. Te amo eternamente!
De manhã esbarrei com você ao ir beber água, cê tava sentado na escada com aquela camisa preta que hoje já tá bem gasta. Tão novo, sorriso inocente.
Mais tarde, sentei do seu lado na sala enquanto você exibia suas bóias de braço. Ainda nem sabia nadar, mas pra mim foi um peixe querendo me mostrar o oceano. Quando pegava o manche, não tinha ressaca, marola, vaga ou sudoeste. O meu medo do mar se desfazia quando você me puxava pros teus braços.
Numa hora qualquer, assistindo TV lá estava você barrigudinho, dando seus primeiros passos. Que ironia… Você que caminhava tão bem pelos problemas, decisões, e caminhos da vida…
Em nenhum desses momentos eu tava presente. Gostaria, mas não tava.
Fragmentos do pequeno Rick. Te conheço cada dia mais, sobre o que você foi antes de mim. Monto dentro de mim um retrato perfeito de todos os Ricardo que conheço e tô conhecendo. Você continua maravilhoso. Continua o mais sensacional dos seres humanos criados nessa terra-perdida-de-meu-deus. Genial e inteligente como só você poderia ser. Fico triste… desanimo… e aí me vem a mente seu rosto sereno e determinado “Mente sobre o corpo, Carine. Sua mente é quem comanda. Você venceu seus medos comigo. Você mostrou que é capaz. Continue lutando”. Você também, meu amor. E é em você que me inspiro.
Obrigada por tudo. Te amo eternamente!
Eu sempre temi a perda,
mas perdi.
Perdi os meus medos. Perdi o endereço de casa. Perdi o meu rumo. Perdi tudo, pra poder te encontrar.
E encontrei.
E ganhei.
Ganhei abrigo, ganhei apoio, ganhei segurança, ganhei gratidão, ganhei amor.
E EU, que sempre temi a perda… me perdi. Me perdi quando te vi partir. Me perdi quando te chamei e você não respondeu. Me perdi quando seu cheiro não era mais seu.
Deixei de ser eu, quando você não estava mais lá…
mas perdi.
Perdi os meus medos. Perdi o endereço de casa. Perdi o meu rumo. Perdi tudo, pra poder te encontrar.
E encontrei.
E ganhei.
Ganhei abrigo, ganhei apoio, ganhei segurança, ganhei gratidão, ganhei amor.
E EU, que sempre temi a perda… me perdi. Me perdi quando te vi partir. Me perdi quando te chamei e você não respondeu. Me perdi quando seu cheiro não era mais seu.
Deixei de ser eu, quando você não estava mais lá…
O tempo não vai apagar
Cada mínimo detalhe do dia grita, BERRA você.
O lugar, a hora, o tempo, a companhia, como vai, como volta, a música, o silêncio…
O que tenho agora é tão meu, tão profundo e sinceramente meu, que sinto ciúmes até em compartilhar. Suas minúcias, particularidades divididas, sorrisos, olhares, mãos, pernas… Você, eu.
O que eu sei, só a mim pertence. O quão profundo é, só eu sinto. E lembro… e dói.
Vazio.
Desperto num clique de sonhos contínuos, pra me recuperar, e torno a me aventurar. Pensar em você é meu bem, meu mal. Mais bem que mal.
Você que me mostrou o mundo da nossa cama.
Você que me tocava, sorria, e a vida mudava de cor.
Você que simples e ‘como quem não quer nada’ conquistou tão profundamente o coração, os pulmões, o estômago, o cérebro, o corpo totalmente entregue e extasiado de sua amada.
SINTO SUA FALTAAAaaa, e de todas as palavras essas doem mais dizer. Dos rodeios que dou, vira, mexe, solta, vocifero a realidade nua e amedrontada pra ver se acredito. Sinto a sua falta. Sua ausência. O vazio que deixou em todos os cantos que olho, fora e
dentro
de
mim.
E mesmo ausente, você está presente.
O lugar, a hora, o tempo, a companhia, como vai, como volta, a música, o silêncio…
O que tenho agora é tão meu, tão profundo e sinceramente meu, que sinto ciúmes até em compartilhar. Suas minúcias, particularidades divididas, sorrisos, olhares, mãos, pernas… Você, eu.
O que eu sei, só a mim pertence. O quão profundo é, só eu sinto. E lembro… e dói.
Vazio.
Desperto num clique de sonhos contínuos, pra me recuperar, e torno a me aventurar. Pensar em você é meu bem, meu mal. Mais bem que mal.
Você que me mostrou o mundo da nossa cama.
Você que me tocava, sorria, e a vida mudava de cor.
Você que simples e ‘como quem não quer nada’ conquistou tão profundamente o coração, os pulmões, o estômago, o cérebro, o corpo totalmente entregue e extasiado de sua amada.
SINTO SUA FALTAAAaaa, e de todas as palavras essas doem mais dizer. Dos rodeios que dou, vira, mexe, solta, vocifero a realidade nua e amedrontada pra ver se acredito. Sinto a sua falta. Sua ausência. O vazio que deixou em todos os cantos que olho, fora e
dentro
de
mim.
E mesmo ausente, você está presente.
Forasteiro - Thiago Pethit
"É primavera
Curam tristezas
Tudo muda demais por aqui
Forasteiro
Tua distancia
Se eu sentisse
Poderia mudar, mas não vou
Você frio
Perto da noite
Longe de mim e eu mal sei
Onde estou
Cruzei vilas, me perdi
Além das ruas
Nossa historia não mudou
E tanto eu tenho pra dizer
Se eu só pudesse te olhar
E se tens em mim o teu revolver
Hei de te próprio disparar
Por onde é que andaras?"
Curam tristezas
Tudo muda demais por aqui
Forasteiro
Tua distancia
Se eu sentisse
Poderia mudar, mas não vou
Por onde é que andarás
Só me diga e eu prometo
Esse rio descansará
Só me diga e eu prometo
Esse rio descansará
Você frio
Perto da noite
Longe de mim e eu mal sei
Onde estou
Cruzei vilas, me perdi
Além das ruas
Nossa historia não mudou
E tanto eu tenho pra dizer
Se eu só pudesse te olhar
E se tens em mim o teu revolver
Hei de te próprio disparar
Por onde é que andaras?"
Cenário de paz
Depois de uma noite inteira de chuva, relâmpagos e trovões (!!!!), amanheceu com um sol lindo, céu lindo.
A árvore na janela do meu quarto produzia sua chuva particular, quando o calor batia e as gotas caíam l e n t a m e n t e…
O cenário de umidade por todo lado e o sol aquecendo o dia, apesar de tão simples, renovou as minhas forças. Fiquei na janela sentindo essa mudança climática fora e dentro de mim.
O cenário de umidade por todo lado e o sol aquecendo o dia, apesar de tão simples, renovou as minhas forças. Fiquei na janela sentindo essa mudança climática fora e dentro de mim.
Sorri.
Será mesmo que depois da tempestade vem a calmaria?
Quis chorar.
Não de tristeza, mas pela paz que me invadiu. É possível eu te sentir sorrindo pra mim e me acalmando? Pois sinto que foi exatamente o que aconteceu. Te vi nesta manhã, da forma mais calma e tranquila.
Te vi em tudo o que me despertou
Te vi em tudo o que me despertou
paz e
segurança.
Sinto muito a sua falta, meu bem, mas hoje te senti um pouco mais de perto.
sexta-feira, julho 24, 2015
Por não saber dizer, escrevo
Escrevo agora por dó de mim. Pó de mim. O que resta de mim? Rodopio no meu próprio eixo feito bichinho procurando aconchego, mas o que procuro é bem mais, é bem maior. "Só sei que nada sei" disse Sócrates de Platão dizem por aí. Esse cara, não tenho dúvidas, me conhecia.
Gota por gota, posso ouvir caindo, gota por gota fiz de mim OCEANO (aposto que alguém já citou isto).
Volto ao bichinho em busca de si. Rodopio, rodopio, caio. Caio, machuco. E sem quê nem porquê rodopio de novo. Em busca de mim, tonta que sou, me perco. Não sei onde estou, nem porque. Não sei pra onde vou, nem porque. Não sei o que é dor e não me importo.
Dó de mim por não saber. Rodopio e não me encontro. Saio, bato porta, bato o pé e o coração bate também (como falar de dor e não falar do coração?).
A minha gastrite, agora esquecida, dói bem menos que essa aguda tristeza. Queria eu sentir só a ferida que a endoscopia filmou. A danada da tristeza se alojou e disse não querer partir. Prepotente que é ainda ousa negociar: disse não perder lugar enquanto eu não me encontrar. Dó de mim.
Dó nada. Quero mais é que se foda (peço licença à senhora Poética). Não faço sentido nem a mim, a quem explicar a minha solidão? Solidão sim, tristeza sim, dor sim. Num dizem que admitir é o primeiro passo para a cura? E se for um vício sentir?
Eu não sei.
Nada.
Sei.
Nada sei.
Eu não.
Nada.
Vazio. Sozinha. Rodopio. Perguntas. Caio, sozinha, no vazio. E eu só consigo sentir um tudo e um nada. Você consegue me entender?
Notas de rodapé:
Tentei escrever algo sensato, mas parece que só fará sentido pra mim. O alvoroço dentro e fora é tão grande que não cabe em frases normais e bem pontuadas.
Psicólogos, não me levem tão a sério. Parte de mim é drama injustificável, outra parte, quem sabe, é loucura. E loucura, muito menos a loucura!, precisa de justificativa para ser. O que há em mim eu não sei; Só não desejo perder o controle e transportar insanidade e problemas aos inocentes.
Eu quero buscar a paz mas não deixo de cortejar a dor. Puxo, repuxo e rodopio. Caio no mesmo lugar.
Gota por gota, posso ouvir caindo, gota por gota fiz de mim OCEANO (aposto que alguém já citou isto).
Volto ao bichinho em busca de si. Rodopio, rodopio, caio. Caio, machuco. E sem quê nem porquê rodopio de novo. Em busca de mim, tonta que sou, me perco. Não sei onde estou, nem porque. Não sei pra onde vou, nem porque. Não sei o que é dor e não me importo.
Dó de mim por não saber. Rodopio e não me encontro. Saio, bato porta, bato o pé e o coração bate também (como falar de dor e não falar do coração?).
A minha gastrite, agora esquecida, dói bem menos que essa aguda tristeza. Queria eu sentir só a ferida que a endoscopia filmou. A danada da tristeza se alojou e disse não querer partir. Prepotente que é ainda ousa negociar: disse não perder lugar enquanto eu não me encontrar. Dó de mim.
Dó nada. Quero mais é que se foda (peço licença à senhora Poética). Não faço sentido nem a mim, a quem explicar a minha solidão? Solidão sim, tristeza sim, dor sim. Num dizem que admitir é o primeiro passo para a cura? E se for um vício sentir?
Eu não sei.
Nada.
Sei.
Nada sei.
Eu não.
Nada.
Vazio. Sozinha. Rodopio. Perguntas. Caio, sozinha, no vazio. E eu só consigo sentir um tudo e um nada. Você consegue me entender?
Notas de rodapé:
Tentei escrever algo sensato, mas parece que só fará sentido pra mim. O alvoroço dentro e fora é tão grande que não cabe em frases normais e bem pontuadas.
Psicólogos, não me levem tão a sério. Parte de mim é drama injustificável, outra parte, quem sabe, é loucura. E loucura, muito menos a loucura!, precisa de justificativa para ser. O que há em mim eu não sei; Só não desejo perder o controle e transportar insanidade e problemas aos inocentes.
Eu quero buscar a paz mas não deixo de cortejar a dor. Puxo, repuxo e rodopio. Caio no mesmo lugar.
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